quinta-feira, 21 de março de 2013

Soneto

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Cada vez que você faz essa ruguinha de preocupação aparecer na sua testa um nó se forma na minha garganta, fico na espreita aguardando tua fala pra desatar esse nó, ô medo de você cansar das minhas ladainhas e das minhas crises sem razão. Você diz pra eu não me preocupar, mas o que eu faço de mim se isso acontece? O que eu faço com esse coração ligeiro que não pode ver uma gentileza que se entrega todo? "Foi só um bom dia!" eu insisto em dizer, mas ele nem me escuta, bate e quando vejo já está saindo pela boca querendo correr ao teu encontro. Se acalma! Foi só um bom dia. É que ele não conhece minhas manhas, se conhecesse pegaria o primeiro trem só de ida pra bem longe, ou só iria pra casa mesmo. Se ele soubesse a vida que eu já imaginei pra nós dois ia achar loucura, mas eu não tenho culpa, é esse coração efêmero que faz isso. Quando me pergunta como foi meu dia, me seguro pra não dizer que pensei em você em todos os segundos, imagina teu susto, ia pensar que sou louca. Ai se você some a amargura invade, começo meu drama casual e fico ouvindo todos aqueles sambas cheios de solidão que por acaso já havia guardado pra ocasião. Escrevo mil cartas sem intenção de entregar, me perguntando o que eu fiz, dizendo pra voltar, falando em como tá frio, esse drama todo dos comerciais. Mas se você me vem com esse sorriso torto e teu jeito manhoso eu me rendo, esqueço toda a cena feita e me entrego sem pensar de novo.


Um comentário:

  1. Excelente post Charlie, muchas gracias por compartirlo, da gusto visitar tu Blog.
    Te invito al mio, seguro que te gustará:
    http://el-cine-que-viene.blogspot.com/

    Un gran saludo, Oz.

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Escrevo pra não falar sozinho. - Cazuza https://twitter.com/_alemdosofa
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