sexta-feira, 5 de julho de 2013

Me faz.

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Por que você não para com isso de aparecer quando tudo tá calmo aqui? Chega com essas suas botas de combate e me desarma com os olhos da cor do inverno. Chega, senta, toma mais um café, normal, fuma mais um cigarro, troca umas palavras e vai me deixando ao chão. Por que você não vem logo e me tira dessa sanidade que me cansa tanto, me leva pra um mundo qualquer por ai, me tira todo o sossego. Faz do meu coração corda de pular, joga no mais alto pra poder bater no chão. Ai você diz que eu imaginei muito de nós, mas que bobeira! Eu queria que você me desse a chance de provar como posso te fazer feliz. Levaria você para os meus lugares favoritos, aos bares mais históricos, ás livrarias mais aconchegantes, aos cafés mais coloniais, aos parques mais verdes e iluminados. Poderíamos partir no domingo mesmo, faria minha mala com o essencial para passar alguns dias na estrada, e pararíamos por todas ás cidades até o México, encheríamos a cara de tequila e nos amaríamos em qualquer hotel barato de estrada. Eu te levaria para um chalé á beira mar, e todas as tarde correríamos pela praia e encheríamos o chão da sala de areia. Poderíamos fazer um reino só nosso, um castelo para nossas vidas, mas você só me confunde com esses sinais distantes. Uma hora me faz acreditar que ta na minha, que dessa noite não passa. Outrora me deixa na mão, sem chão, no meio da multidão. Me pega logo e me agarra na pia da cozinha mesmo, diz que eu sou o motivo da tua insônia e que sem mim já não dá mais. Grita pro mundo que quer ser feliz do meu lado, que foi isso que sempre quis. Só não me deixa aqui a ver navios outra vez.




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