segunda-feira, 15 de setembro de 2014

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Esses dias ouvi de uma amiga que ela jamais trocaria a calma do coração dela por uma tormenta emocional. Essa era minha frase motivacional e vivia pregada em minhas pálpebras para que eu a visse e lembrasse todas as vezes que fechasse os olhos. Por um bom tempo eu mantive a calma e deixei tudo quieto em seu lugar. Mas ai surge como um trem desgovernado um rapaz desses e me desmonta por inteira, e me faz passar tardes e tardes me remoendo com a incerteza desse querer, mas que também me faz esquecer de tudo com uma frase pronta qualquer de encarte de disco. Me faz ir da alegria à ira em segundos e me faz voltar com a mesma insensatez. Seria de bom grado saber onde anda minha calmaria que á tempos não encontro, por onde andam os dias normais? Eu boba aqui, de peito aberto esperando você aparecer pela porta e me levar para ver o céu, me levar pra qualquer lugar que você queira. Imaginando os milhares de lugares que você poderia estar e tentando entender por que eles são tão melhores que ao lado meu. Já ouvi dizer que o amor é uma forma socialmente aceita de insanidade, e concordo plenamente. Quem em sã consciência dissertaria sobre um único ser durante toda a madrugada? Quem se perderia em bares não tão cheios em busca de uma ligação qualquer que fosse com outro mundo? Amar dói, amar machuca, amar te faz de babaca, mas eu não trocaria por nada o teu colo, os teus braços, o prazer mesmo que rápido de estar com você. De alguma forma doída isso compensa todo o mal estar que é pensar em não te ter. 
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

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Eu vivo de carências e sou um poço sem fim de drama, qualquer mal me quer já é motivo pra um penar infinito. E eu tenho tanto a oferecer, tanta alegria pra enfeitar os seus dias, tanta vontade de ser feliz. Mas enquanto você não me toma de vez eu fico aqui, com meus boleros trágicos e meus vinhos tintos. Quem dera se de uma vez você decidisse ficar aqui, trazer sua mala e dormir na mesma cama que eu por todas as noites. Que besteira essa de ficar se esquivando, pelos cantos, sem um par qualquer. Não quer saber de paixão, fica ai curtindo sua solidão maltratada, enquanto eu só queria ser feliz com você por uma vida inteira. Chega de bobeira vai, vem deitar no meu colo. 


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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Nota

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Eu soube que você está bem, que voltou a aguar as plantas e que está cuidando dos animais. Soube que sua vida tinha um sentido e que você estava fazendo alguém feliz. Soube que agora você a leva aos parques e que estão bem juntos. Eu fico feliz. Finalmente alguém para aquecer seu coração. Pra ser sincera eu sempre quis esse papel na sua vida, mas não pude, por que tive medo e por que não sei me doar como você. Eu espero que ela te faça feliz como eu não pude, espero que vocês vejam aquele filme e que ela goste, por que você gosta tanto. Espero que vocês vivam muito bem, espero que pelo menos você se sinta alguém.


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terça-feira, 13 de agosto de 2013

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O amor é mesmo uma coisa empacada, doentia, uma faca que te arranca as gotas de sangue do teu corpo uma a uma. Dói depender de alguém, criar um drama sem saída, errar e errar e não saber o que fazer mais. Se a intenção do universo era me desmoronar, pois bem feito. Já precipito minha dor, me jogo aos cantos e esvazio as garrafas todas. Não passa de um jogo, alguns trapaceando e fazendo com que você não chegue ao final.  Um jogo sujo, rancoroso onde ninguém ganha. Ninguém ganha porque antes de chegar ao fim já mudou o propósito, os corações amam tão facilmente que podem sair do fundo mais rápido do que se pode imaginar. Não há placares, não há juízes, hã apenas a decepção e a cartada final que te muda de banca. Dos jogos nos casinos nenhum se compara, nenhuma perca é imune. Todos estão sujeitos a serem dilacerados por uma paixão. 
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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Advertência.

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Amor não mata, nunca vi alguém morrer de amor. Pode machucar, ferir, mas matar não. Nunca vi alguém internado por ter amor, ou alguém precisando de uma transfusão de sangue. Nunca vi ninguém tendo que ligar para a emergência por que fulano de tal teve um ataque de amor. Nenhum epitáfio consta "morreu por amar demais". Ninguém mata o outro de amor. Amor demais não faz mal algum, amor demais enche, contagia, inflama, assim como chama, uma alegria contida que explode sem você ao menos perceber. Amor não mata, amor tortura. Amor te torna dependente de outro corpo, outro cheiro, outro toque. O que mata não é amor, é a ausência dele. Falta de amor te deixa embaixo da coberta por mais tempo, ouvindo aquele bolero francês durantes horas a fio. Falta de amor te faz mentir e acreditar em mentiras cegas e ininterruptas. É a falta de amor que causa dor, sofrimento e por fim morte. Falta de amor é que mata.


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terça-feira, 30 de julho de 2013

Des(concerto).

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Há de se entregar e descobrir no mais doce encanto um lar. Permanecerá assim sereno, nosso amor. Só não me de tempo de pensar, pessoas como eu carregam o drama atrás dos olhos, qualquer segundo é o suficiente para um penar sem fim, para imaginar uma estória, para lágrimas infinitas. E eu já perdi o caminho de casa, não sei diferenciar dentre os livro quais são os seus e quais os meus, os disco estão todos trocados. Justo eu, sempre tão organizada. Adoro quando seu corpo passeia pelo meu, quando seus dedos caminham pelos meus cabelos desgrenhados. Podemos deixar o tédio do domingo em casa e passear ao som de qualquer banda inglesa. Eu passaria horas sem falar apenas te observando, lendo seus gestos. Quando você volta mesmo? Eu já não sei quantos meses faz que você foi, você diz que foram apenas dias e joga o meu drama sob a mesa. Qual o problema em ver poesia em todo canto? Qual o problema em amar uma tragédia? Eu quero poder me entregar inteira sem você me regular, sem você ter que aceitar apenas pequenas doses. Para de dizer que sou impulsiva e que tenho que encarar a realidade. Mas que realidade mais grotesca é essa que você me apresenta? Aonde estão as cores que você gosta de enxergar? Chega e me acolhe entre os braços, me traz uma flor que roubou em algum jardim só pra me desconcertar. 


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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Que tal mais um café?

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Ah meu querido, precisamos conversar. Chegamos enfim naquele ponto crucial de (in)decisão, ou fica ou sai. Não digo isso por existir uma hora específica para isso, mas por que sentimos quando se é dada essa ocasião. O que foi feito das promessas ensolaradas que você me fez? Dos abraços apertados, da dor que inundava a cada despedida? Já não vejo mais, não sinto mais as borboletas no estomago, que falta isso me faz. Por pura discrepância do destino caímos imunes a rotina. Senta aqui meu bem, não se desespere, a vida sempre foi feita de chegadas e partidas, uma após a outra, é natural se dispersar. Venha aqui no meu colo uma última vez, toma esse café que eu preparei e não, eu não tenho outro alguém. Você me julga por amar demais, querer demais, mas não é culpa minha, culpa é desse coração malandro, quer abraçar o mundo, quer todos os cheiros e sabores, todos os beijos e amores. Não me olha assim, termina seu café, temos tempo ainda pra conversar. Me conta sobre seu dia, será essa a nossa despedida. 


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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Utopia

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Estava longe de ser um dia normal, brigou com os amigos, furou o pneu da moto, deixou os cigarros em casa. Quando se daria fim aquele dia? Não fazia por mal, a arrogância estava entre os pulsos cerrados, era da sua natureza ser vulgar. Mas por que alguém deveria aceitar? Não é justo tanto descaso, tanta falta de consideração aos amigos. O universo conspira á você exatamente aquilo que você tem a oferecer, oferecendo ingratidão não conseguirá receber flores. Todos temos dias ruins, mas essa tua insensatez já passou de todos os limites inimagináveis. A gente gosta de quem trata a gente bem, com carinho, que dá um aconchego, que arranca aquela gargalhada. 


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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Virtude.

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É um mundo terrível esse nosso, não acha? Talvez se tivesse dito isso antes você não acharia tanta tristeza nos lugares. Não se iluda com essas pequenas variações solares, esse cinza dessa manhã não estará ai para sempre. Eu sei, você sabe, é essa manhã escura que te deixa debaixo das cobertas por mais cinco minutos e te atrasa por no mínimo mais dez. Deixa o café pra mais tarde. É que cansa ver esse drama de todo o mundo, drama que nem surgiu de mim, se fosse meu podia ser perdoado. Tanta gente se esquivando da felicidade e eu aqui só querendo teus braços, deitar no teu colo, passar uma tarde de bobeira ao teu lado. Uma hora eu estou aqui me corroendo, querendo mandar tudo pro inferno só por que você não me ligou, na outra nem lembro mais. Esse coração que insiste em querer abraçar o mundo, mas não consegue nunca, ai fica em pedaços outra vez. Suas malas estão no carro já, vamos para aquela viagem que planejamos meses atras, não me diz que tem outra reunião de trabalho, larga esses papéis e vem me aconchegar. Gosto disso, do imprevisto, do não previsto. Se eu dissesse que você é minha paz estaria mentindo descaradamente, você é minha tormenta. Nada que faça o que você faz pode ser sinônimo de calmaria, você quando vem bagunça tudo em mim.






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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Julho.

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Eu te reinventaria todos os dias, todos os dias do mesmo jeito, e sussurraria no teu ouvido dizeres que tenho guardado á tempos, diria como eu gosto do jeito como você se preocupa comigo, diria como preciso que você fale comigo pro meu dia terminar bem. Ai você vem e me desmonta com um sorriso, justo eu que passei horas ensaiando pra não me render. Um sorriso daqueles que vem de dentro, e não digo isso da boca pra fora, é da alma pra fora, por que se você não vem eu já nem sei mais. Imagina se um dia desses você me deixa viver ao teu lado? Deixa de ficar se esquivando por ai e aterrissa logo no meu colo. Não entendo essa graça que você acha em ser sozinho, mas você acha graça em tanta coisa estranha, assim como em mim. Me entrega um mapa me ensinando como chegar até você, me manda tuas coordenadas que hoje eu quero te ver e viver tudo que não vivemos ainda. 


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Escrevo pra não falar sozinho. - Cazuza https://twitter.com/_alemdosofa
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